Um exemplo de convivência com as secas

28 de setembro de 2012 - 03:00

Toda e qualquer iniciativa prática, atividades ou ações sistematizadas com o intuito de amenizar ou até mesmo superar as dificuldades impostas pelas adversidades do clima semiárido, pode-se traduzir como forma de convivência com o semiárido. É assim que o senhor. Antônio José Lima da Silva, agricultor familiar assistido pela Ematerce, residente na localidade Quebrada, distrito Tucuns, em Crateús, Ceará, entende e procura superar as dificuldades que lhe são impostas naturalmente, neste ano de 2012, consolidado como ano seco para sua região.

 

 

Barragem de contenção de sedimentos.


 

O ambiente em que a propriedade se insere é no semiárido, e está sobre o domínio da microbacia hidrográfica do Riacho São Francisco, tributário da sub-bacia do Rio Poti, bacia do Parnaíba, caracterizando-se, essencialmente pela predominância de neossolos litólicos, fortes limitadores do sistema de exploração agropecuário. Nesse ambiente de extrema dificuldade, é que se encontra a experiência do senhor Antonio José Lima. Sua prática e experiência consistem em transportar os depósito ou camadas de solo retidas no leito do riacho, pelas barragens de contenção de sedimentos, para fertilização de canteiros construídos entre pedras, na produção de hortaliças e fruteiras do seu quintal produtivo, ao qual se integra uma pequena criação de aves caipira, que em conjunto, constituem pequeno núcleo de convivência com a seca, assegurando a melhoria alimentar e nutricional da família, nesse período de dificuldade.

 

 

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Quintal produtivo.

 

 

A água utilizada na manutenção do quintal produtivo e do consumo doméstico, provém de uma pequena fonte com baixíssima vazão, situada a uma distância aproximada de 620 metros, nas nascentes do córrego, transportada precariamente até o local através de tubos de polietileno de baixa densidade, exceto a água de beber, procedente de cisterna de placas – programa de cisterna do governo federal. O senhor Antônio José Lima afirma sentir muita dificuldade de conduzir seu pequeno núcleo produtivo, devido as limitações da sua propriedade em termos de solo e água, como também, as limitações que o clima impõe, mas compreende se tratar de um fenômeno natural, que será preciso aprender a conviver, cujo sentimento lhe foi despertado desde a sua participação na oficina de educação ambiental, promovida pela Ematerce, na localidade em reside.

 

 

 

 

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