Ematerce muda perfil socioeconômico em assentamentos de Guaiúba

3 de janeiro de 2013 - 03:00

Há oito anos, o Governo do Estado do Ceará, por intermédio do Instituto de Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace) assentou 12 famílias, na fazenda Pedras d’Água, com uma área de total de 180 hectares, no  município de Guaiúba. Nos últimos sete anos,  os agricultores viviam praticamente do que produziam, durante as estações de chuva, passando por sérias dificuldades financeiras e até mesmo de alimentação nos períodos de entressafras.

Da direita para esquerda, a agricultora Antonia Inácio da Silva recebe orientação técnica do

extensionista de Maranguape, Afonso Monteiro Filho, acompanhada do assentado Francisco

de Assis na fazenda Pedra d’Água.

 

 

Há cerca de dois anos, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará – Ematerce – por meio do escritório local de Maranguape e com o apoio da Secretaria Municipal de Agricultura   de Guaiúba, começou a discutir com os assentados as suas reais necessidades, com vistas a implantar uma infraestrutura, que viesse a promover  um incremento na produção agrícola e, consequentemente, a promoção socioeconômica das famílias assentadas.

Nas reuniões, ficou acertado que a Ematerce elaborará projetos individuais, no valor médio de                              R$ 12.000,00 (doze mil reais), para a implantação de 2,1 hectares de  pequenos sistemas de irrigação,
por gotejamento e microaspersão, para serem utilizados na produção de mamão, pimenta de cheiro, maracujá e pepino. O financiamento foi pelo Banco do Nordeste (BNB) com recursos  do Pronaf – Emergência.

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Da esquerda para a direita, o gerente regional Metropolitano,  Manoel Elderi Pimenta, ao lado

do extensionista Afonso Monteiro e assentado Francisco de Assis, na fazenda Pedra d’Água.

 

Ressalte-se que, com os mesmos recursos, foram construídos 10  tanques para armazenamento de água, com capacidade de 10.000 litros cada e a construção de um açude, que armazenará cerca de 800.000 metros cúbicos de água, que servirá como suporte hídrico para as atividades agrícolas e para a criação de peixe, que contribuirá para o aumento proteico da alimentação das famílias e mais uma fonte de renda para a comunidade.

Com a implantação de 2,1 hectares de irrigação, para cada assentado, e com a construção dos 10 tanques, que  atualmente estão  sendo abastecidos com água, proveniente de um poço do rio Juá, exemplificamos a família  da senhora Antônia Inácio da Silva e seu esposo Valdir Lopes da Silva, que neste ano, em pleno período seco, está mantendo uma média de renda mensal líquida  de R$ 1.250,00, mediante a  venda para  Ceasa (Centrais de Abastecimento) de mamão, pepino, maracujá e pimenta de cheiro. Afirma o técnico da Ematerce Afonso Monteiro Filho que, com essas providências e outros pequenos ajustes produtivos, os agricultores do assentamento Pedras d’Água podem se considerar independentes financeiramente e que quitarão todos as seus financiamentos com antecedência, ganhando com isso um bônus de 40% no valor total financiado.

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Da esquerda para direita, o assentado Erinaldo da Costa, ladeado pelo gerente regional Me-

tropolitano, Elderi Pimenta, e o extensionista Afonso Monteiro, no plantio de maracujá

irrigado, na fazenda Baú.

 

Fazenda Baú

 

A história do assentamento Baú, que fica nas proximidades do assentamento Pedras d’Água, é semelhante, já que a desapropriação foi, em 2004, e as dificuldades,  por que passaram, foram semelhantes, conforme informou o líder comunitário Erinaldo da Costa. Antes da intervenção técnica da Ematerce, a comunidade não aproveitava plenamente a principal reserva hídrica da propriedade, que  é um açude de médio porte e todas as suas atividades agrícolas era em sequeiro. Nesta  fazenda, também trabalham 12 famílias,  cultivando cada família   3,0 hectares irrigados, produzindo maracujá, pimenta de cheiro,feijão, maxixe, cuja produção é  também vendida para Ceasa e que a renda líquida mensal média nunca é menor do que R$ 2.200,00 em pleno período de seca. O financiamento de R$ 12.000,00, por produtor, veio com recursos do Pronaf/Emergência, através do Banco do Nordeste do Brasil.