CUIDADO COM OS CORDEIROS

22 de outubro de 2013 - 03:00

 

 

Médico Veterinário Pedro Alberto Carneiro Mendes
Articulador da Rede Temática de Caprinos e Ovinos da Ematerce.

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CUIDADO COM OS CORDEIROS

 

PARTE I

 

CUIDADO COM AS CRIAS

 

As boas práticas de manejo das crias de ovinos e caprinos são atividades simples e de baixo custo que podem aumentar a produtividade e a qualidade dos rebanhos contribuindo para a sua melhoria e agregando valor à atividade.

 

Elas devem começar com a atenção do produtor, a partir do momento em que se confirma a gestação da fêmea até o desmame dos filhotes, que necessitam de cuidados especiais. Essa atenção e cuidados são, sobretudo, quanto à alimentação das fêmeas gestantes à higiene das instalações.

 

Ao fazer uso das boas práticas no manejo dos cordeiros e cabritos, o produtor ganha na redução da mortalidade e na proteção contra doenças e predadores, além de preparar o animal para ser mais produtivo e alcançar retorno financeiro mais consistente.

 

Os cordeiros nascem bastante frágeis, com poucos tecidos de reserva e muito dependentes da nutrição e proteção maternas. São animais muito sensíveis à ação climática. Outro perigo potencial para estes neonatos é o ataque de predadores, que podem ser cães e animais silvestres, aves, como carcarás e gaviões.

 

Cabe à sua mãe o papel de destaque: nutri-lo adequadamente e protegê-lo de predadores. Para uma reprodutora ser eficiente, não basta parir determinada quantidade de cordeiros por ano. É necessário que eles cheguem vivos e fortes ao desmame, com o mínimo de intervenção humana possível. O peso do cordeiro, ao nascimento, determina o maior ou menor índice de mortalidade neonatal.

 

Quando a nutrição das ovelhas é inadequada, durante o último terço da gestação, esta pode ser mais curta, o peso, ao nascimento, é baixo e o vigor do recém-nascido é menor. As reservas energéticas do cordeiro e a adaptação do seu metabolismo, para produzir calor, em resposta ao frio ambiental, estão diminuídas. O início da lactação é retardado. Desta forma, os cordeiros demoram mais tempo para ficar em pé e iniciar a primeira mamada. A sobrevivência de um cordeiro, sem se alimentar, varia de 16 horas a 5 dias, dependendo da nutrição pré-natal e da temperatura do ambiente. Os cordeiros menores, por sua maior superfície corporal, com relação ao peso, têm maiores perdas de calor que os maiores.

 

As sobrevivências elevadas de cordeiros devem ser encaradas, principalmente, como uma parceria bem-sucedida, entre mãe e cria, durante a gestação, parto e lactação. Assim, o comportamento da ovelha antes, durante e após o parto, tem grande influência na sobrevivência do cordeiro, particularmente, sob condições extensivas.

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Jornalista Antonio José de Oliveira
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