Ematerce fortalece ações de convivência com o semiarido

29 de outubro de 2013 - 03:00

 

 

A região Nordestina é, fundamentalmente, caracterizada pela ocorrência do bioma caatinga, que constitui o sertão, área onde encontra-se o polígono da seca, representado por 18.3% do território brasileiro, o Nordeste é formado por nove estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, alagoas, Sergipe e Bahia.

 

No Semiárido chove pouco (as precipitações variam entre 500 e 800 mm, havendo, no entanto, bolsões significativos de 400 mm) e as chuvas são mal distribuídas no tempo, sendo uma verdadeira loteria a ocorrência de chuvas sucessivas, em pequenos intervalos. Portanto, o que realmente caracteriza uma seca não é o baixo volume de chuvas caídas e sim a sua distribuição no tempo.

 

Visando fornecer políticas públicas de convivência com o semiárido, o governo do estado do Ceará, vem adotando vários programas que possibilite uma mudança de paradigma na vida do agricultor familiar. Uma dessas ações está no município de Quixeramobim, região centro do estado do Ceará, Distrito de São Miguel, na comunidade de Oiticica.

 

No começo do ano de 2013, com recursos do tesouro do estado, a Ematerce destinou horas de trator para a construção de um pequeno açude de uso comunitário, que apesar de ter chovido pouco esse ano, o reservatório por estar localizado numa região de topografia favorável, acumulou significativa quantidade de água. O precioso liquido está servindo para abastecer os moradores do região, os animais, bem como para projetos de produção irrigada.

 

O protagonista da reportagem é o agricultor familiar Francisco Ricardo Vieira da Cunha, o popular Pinóquio, residente na comunidade de Oiticica. Conta o agricultor que para implantar a cultura de 30 mil pés de tomate, da variedade fascine, investiu cerca de R$ 10 mil reais, para implantar um hectare. No projeto trabalha ele, que emprega mais três agricultores que estavam desempregados por conta da seca.

 

As plantas após  57 dias de semeadas, estão sadias e bem desenvolvidas e já apresentam boa perspectiva de safra. A previsão é de que a colheita seja iniciada nos próximos 15 dias. Otimista o agricultor Francisco Ricardo espera colher 1.500 caixas de 20 kg. Nessa semana, na Ceasa, a caixa de tomate foi negociada ao valor de R$ 60,00 o que pelos cálculos otimistas vai gerar uma renda bruta em torno de R$ 90.000,00.

 

O projeto de convivência com o semiárido é assistido pelos técnicos da Ematerce, escritório de Quixeramobim. No último final de semana o presidente da Ematerce – Engenheiro Agrônomo José Maria Pimenta Lima, acompanhado do Zootecnista Samuel Meneses Pimenta e do Agente Rural, Evandro Cosmo visitaram a área cultivada.

 
De acordo com Zé Maria Pimenta, se não fossem as políticas públicas, aquela localidade estava dependendo de carro pipa para ser abastecida, além de não existir emprego para os agricultores familiares, que se veriam obrigados a migrarem para outros centros em busca de trabalho. Enquanto isso, o agricultor Ricardo disse que está apostando no resultado positivo do projeto, pois está de casamento marcado para janeiro próximo e conta com a venda do tomate para montar a casa e pagar as despesas da cerimônia do casório.

Crisanto Teixeira – Jornalista lotado no Escritório Regional de Quixeramobim – Ceará.

 

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