Ematerce na Audiência Pública sobre Caatinga
30 de abril de 2014 - 03:00
O presidente da Ematerce, José Maria Pimenta, acompanhado do assessor estadual Francisco Wellington, participou, no auditório da Assembleia Legislativa do Ceará, no dia 29 de abril de 2014, de uma Audiência Pública sobre a Caatinga. Os trabalhos foram coordenados pelo deputado estadual, Hermínio Resende, presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembleia Legislativa do Ceará. Informou o assessor da Ematerce que ao evento compareceram representantes da Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA), da Embrapa, da Funceme, do Ibama, Copam, Incra, prefeituras, dentre outras organizações públicas e privadas. Destaqjue-se que o Dia Nacional da Caatinga transcorreu em 28 de abril último.
Segundo dados pesquisados na Internet, site do Ministério do Meio Ambiente, a Caatinga ocupa uma área de cerca de 844.453 quilômetros quadrados, o equivalente a 11% do território nacional. Engloba os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. Rico em biodiversidade, o bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente dos recursos do bioma para sobreviver. A caatinga tem um imenso potencial para a conservação de serviços ambientais, uso sustentável e bioprospecção que, se bem explorado, será decisivo para o desenvolvimento da região e do país. A biodiversidade da caatinga ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins agrosilvopastoris e industriais, especialmente nos ramos farmacêutico, de cosméticos, químico e de alimentos.

Ao centro, o presidente da Ematerce, José Maria Pimenta, tendo à sua direita, o asse-
ssor estadual Francisco Wellington, e, à esquerda, João Bosco Oliveira, ex-assessor
estadual da Ematerce.
Vale ressaltar que, apesar da sua importância, o bioma tem sido desmatado de forma acelerada, principalmente nos últimos anos, devido principalmente ao consumo de lenha nativa, explorada de forma ilegal e insustentável, para fins domésticos e indústrias, ao sobrepastoreio e a conversão para pastagens e agricultura. Frente ao avançado desmatamento que chega a 46% da área do bioma, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o governo busca concretizar uma agenda de criação de mais unidades de conservação federais e estaduais no bioma, além de promover alternativas para o uso sustentável da sua biodiversidade.
Assessor de Comunicação e Ouvidor da Ematerce
Jornalista Antonio José de Oliveira
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