11º Caju Nordeste: Ematerce participa com destaque

19 de novembro de 2014 - 03:00

 

 

 

A Ematerce participa, no período de 19 a 22 de novembro de 2014, em Beberibe, do 11º Caju Nordeste, o maior evento da Cajucultura no Brasil, promovido pelo Instituto do Caju do Ceará, com apoio do Governo do Estado e de outros órgãos públicos e privados. O presidente da Ematerce, José Maria Pimenta, representa a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), na solenidade de abertura, hoje, às 19 horas.


 Engenheiro Agrônomo Egberto Targino Bomfim, assessor estadual da Ematerce, responsável

pela Cajucultura.

O dirigente da Ematerce acompanha-se também de gerentes regionais, locais e extensionistas, além do assessor estadual da Cajucultura da empresa, Egberto Targino Bomfim, que fará uma palestra, na sexta-feira próxima, com foco no Programa de Desenvolvimento Sustentável e Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Caju no Estado do Ceará, por sinal, uma das ações prioritárias da Ematerce, voltadas para os pequenos cajucultores.


No decorrer do Caju Nordeste, haverá um seminário técnico, com a difusão das tecnologias inovadoras, para a cadeia produtiva do caju, além de uma feira com exposição de produtos derivados dessa fruta, máquinas, equipamentos, serviços e peças artesanais. Haverá ainda o Caju Show com apresentações artísticas, culturais e a escolha da rainha do Caju, com destaque para o festival gastronômico. No final do evento, será entregue o troféu Caju de Ouro às pessoas e às instituições que se destacaram no apoio à Cajucultura.


Ações da Ematerce


O assessor estadual da Cajucultura, no âmbito da Ematerce, Engº Agrº Egberto Targino Bomfim, baseado em dados do IBGE- CE, informou que o Estado do Ceará tem , atualmente, 57 mil produtores de caju, dos quais 64 % possuem área de 0 – 10 hectares e 30 % de 10 – 100 hectares, caracterizando-os, assim, como pequenos produtores rurais.


Segundo Targino, a demanda por frutas vem aumentando, com o passar do tempo, em função da necessidade do consumo de fibras e a redução no consumo de gorduras, provocando, desta forma, grande procura por frutas, como o caju, tanto na forma processada, como “in natura”. Com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE – afirmou o técnico da Ematerce que o Ceará foi o maior produtor de castanha do país, ocupando, no ano de 2009, uma área plantada aproximada de 400 mil hectares e produzindo em torno de 130 mil toneladas. Ressalte-se que, com a exportação de amêndoa de castanha (ACC), o mercado gerou, no ano passado, US$ 186 milhões, além de outros US$ 4 milhões, referentes ao líquido da casca da castanha (LCC).


Acrescentou que o cultivo do cajueiro, no Ceará, abrange todos os municípios do litoral, estendendo-se ainda a diversos municípios do semiárido, constituindo-se, em muitos locais, como uma das poucas opções de exploração agrícola. A capacidade de geração de emprego, no agronegócio caju, é muito expressiva, envolvendo a manutenção da cultura, no campo, o beneficiamento da castanha, o beneficiamento do pedúnculo e seus inúmeros derivados, e toda a rede de comercialização e distribuição de produtos e subprodutos, oriundos da castanha e do pedúnculo.


Para Targino, o agronegócio do caju é responsável pela ocupação de mais de 200 mil pessoas, por ocasião da colheita, e gera, ao longo do ano, 25 mil empregos diretos, no campo, 60 mil indiretos e 15 mil empregos diretos, no processamento industrial da castanha, do pedúnculo e seus derivados. Estima-se que, aproximadamente, 70% a 80% da área plantada ainda está ocupada com cajueiro comum, de idade avançada, de porte alto, submetido a manejos inadequados e, consequentemente, alcançando baixos níveis de produtividade, em torno de 260 kg/ha/ano.


Isso, porém, não é problema de relevância, pois existem tecnologias disponíveis para a cultura do caju, distribuídas, nas mais diversas áreas de sua cadeia produtiva, tais como: o melhoramento genético, por meio do lançamento de novos clones, mais produtivos, de melhor qualidade, pesquisados e disponibilizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa; a substituição de copas em cajueiros improdutivos; o controle integrado de pragas; novas técnicas de colheita e pós-colheita, dentre outras.



Assessor de Comunicação e Ouvidor da Ematerce

Jornalista Antonio José de Oliveira

antonio.jose@ematerce.ce.gov.br
Fone (85) 3217-7872
Twitter @ascomEmaterce