EMATERCE: DIRETOR TÉCNICO PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA EM BRASÍLIA
3 de setembro de 2015 - 03:00
O diretor técnico da Ematerce, Engº Agrº Walmir Severo Magalhães, participou de uma audiência pública, na Câmara dos Deputados, no dia 2 de setembro de 2015, , no Plenário Ulisses Guimarães, em Brasília-DF. Na oportunidade, o dirigente da empresa representou a Ematerce e a Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural – Asbraer.
Informou Walmir (à direita, na foto, com o presidente da Ematerce, Antonio Amorim) que a audiência, atendendendo a necessidade do debate, sobre a Inadiplência e a Renegociação das Dívidas dos Produtores Rurais, foi presidida pelo deputado federal José Silva, presidente da Frente Parlamentar pela Assistência Técnica e Extensão Rural, com a participação de 112 parlamentares, dirigentes sindicais, representantes de diversos setores do Agronegócio e uma expressiva participação dos agricultores familiares.
Em sua fala, Walmir Severo enfatizou o importante engajamento do Conselho dos Secretários Municipais de Agricultura e Meio Ambiente (Condetec), além do trabalho da Ematerce, em parceria com a Fetraece, na mobilização de 36.806 dos agricultores, que têm 52.900 operações de crédito, passiveis de renegociação, em acordo com a Lei 12.488 e a Resolução 4.315, até 31 de dezembro de 2015. Frisou, ainda, que, para atendimento aos agricultores, o Banco do Nordeste do Brasil realizará, em parceria com o órgão oficial estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará e a Fetraece, até o final de outubro de 2015, 103 mutirões de atendimento em todas as regiões do Estado.
Em seu pronunciamento, Walmir Severo ressaltou ainda que o desejo da Extensão Rural brasileira não é o de apoiar os agricultores, em operações de renegociação de dividas rurais e, sim, de trabalhar pelo fim da inadimplência no crédito rural. Para tanto, destacou haver necessidade do apoio dos parlamentares, na solução de questões básicas, para a qualificação do crédito, como: garantir uma efetiva Assistência Técnica e Extensão Rural, aliada ao crédito rural, o que não acontece com uma remuneração de 1,5%, sobre o crédito tomado, aos prestadores do serviço de assistência técnica; garantir boa Ater aos agricultores, significa dizer que é garantir a redução da inadimplência e mais barato, mais justo e digno, oferecer um serviço de Ater do que prosseguir com renegociação de dívidas; adequar o Pronaf às diversidades regionais, qualificando, para atender, de forma diferente, as realidades diferentes, como a que passa, no momento, os agricultores do semiárido. Por último, chamou a atenção para a necessidade de avançar-se na adequação, com priorização do crédito para as cooperativas da Agricultura Familiar, em especial, a do Nordeste.
Na conclusão de seu pronunciamento, enfatizou o diretor técnico da Ematerce que, em todo o Nordeste, estão aptos à renegociação mais de 150.000 agricultores com dívidas superiores a 2,236 bilhões de reais. Em seguida, afirmou sair mais barato, para o Governo e mais justo para o agricultor, garantir o seu direito constitucional de ter uma assistência técnica (Ater) com qualidade, permanente e continuada.
Texto : Assessor de Comunicação e Ouvidor da Ematerce
Jornalista Antonio José de Oliveira
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