Baturité: Ematerce acompanha instalação de moderna estação meteorológica na fazenda Umary

7 de dezembro de 2015 - 03:00

A Ematerce, por intermédio do escritório, no município de Baturité, escolheu a propriedade rural Umary, pertencente à viúva Francisca Nogueira de Oliveira, de 83 anos de idade, cujas atividades agropecuárias são desenvolvidas por filhos e genros, para a instalação de uma estação meteorológica, sem ônus para os que nela residem. Destaque-se que, agora, por meio do Programa/Projeto Cemadem, em parceria com a Ematerce e Governo do Estado, o município de Baturité conta com um acompanhamento real do tempo e da pluviosidade de acordo com as estações do ano. Acrescente-se que, no Estado do Ceará, funcionarão 157 estações meteorológicas.

 

 

À esquerda, o agricultor familiar e presidente da Associação Comunitária de Umary,

Clemisson Nogueira, assistido pela Ematerce, por intermédio do agente rural João Artur

de Oliveira, falando sobre a moderna estação meteorológica na fazenda Umari.

 

Os assessores de comunicação da Ematerce, jornalistas Antonio José de Oliveira e Edilmo Gurgel, acompanhados do agente rural João Artur Ricardo de Oliveira, responsável pela assistência técnica e extensão rural, visitaram a fazenda Umary, que ocupa uma área de 30 hectares, na qual é explorada lavouras e pequena pecuária somente para consumo familiar.

 

 

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Na fazenda Umari, a criação de galinhas caipiras ajuda na alimentação das famílias

residentes no imóvel.

 

 

Na conversa com o agricultor Clémisson Nogueira de Souza, genro da proprietária e presidente da Associação Comunitária de Umari, que, com os cunhados, exploram a agropecuária, disse que, apesar de mais um ano consecutivo de seca, as famílias puderem colher um pouco do que foi plantado, como milho e mandioca, que garantem o “sustento” dos familiares, composta por três homens e cinco mulheres.

 

 

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Mesmo em plena seca, as famílias da fazenda Umary colhem verduras e plantas medicinais

de pequenas hortas, que fazem parte da alimentação diária, sem necessidade de comprá-las

na sede do município.

 

Em seguida, o agricultor Clémisson explicou que, além das culturas de milho híbrido (colheu 47 sacas) e mandioca, para fabricação de farinha e de ração para os bovinos, planaram ainda alguns pés de manga, de seriguela, de graviola, de caju, aforam a construção de hortas com coentro, cebolinha, tomate-cereja, alface, pimentão, pimenta-de-cheiro, hortelã e boldo. Para consumo das famílias, criam aves ( quase cem), dentre galinhas, frangos, pintos e galos da raça indiana.

 

 

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À direita da foto, o agente rural Artur, da Ematerce de Aracoiaba, que assiste as famílias

da fazenda Umary, fala sobre o funcionamento da estação metereológica para o assessor

de comunicação e ouvidor da Ematerce, jornalista Antonio José de Oliveira (foto do

jornalista Edilmo Gurgel, também da assessoria de comunicação da empresa.

 

As sete pessoas, envolvidas com agricultura e pecuária, criam ainda alguns bovinos, sendo cinco vacas mestiças, (uma produzindo três litros de leite), um toureco, duas novilhas e dois garrotes. Acrescentou que a família é beneficiária do Programa Hora de Plantar, tendo recebido 80 quilos de milho híbrido, mas, devido à seca, colheu, apenas, 47 sacas, produção esta usada para ajudar na alimentação dos animais, a exemplo de silagem e grãos para as aves.

 

 

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Na fazenda Umari, as famílias plantam também coqueiros, pés de ceriguela, mangueiras

e plantas medicinais.

 

A respeito da situação de água, na propriedade, afirmou que dispõe, afora um açudeco seco, de um poço profundo da comunidade, com vazão de 15 mil litros/hora, para consumo das famílias. Para os os animais, pegam água de cacimbas, cavadas no rio Castro (seco), porém não é salobra. Para a captação de água das chuvas, foram construídas três cisternas com capacidade de armazenar 52 litros, 16 litros e 14 litros. A propriedade é beneficiada com energia elétrica, o que facilita a realização de muitas atividades caseiras e possibilita o funcionamento de aparelhos elétricos: fogão a gás, geladeira, liquidificador, televisor, rádio, aparelho de cds, dvds e outros de uso doméstico.

 

 

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Sra. Francisca Nogueira de Oliveira, proprietária da fazenda Umari, ladeada pelo genro

Clemisson Nogueira acompanha, de perto, tudo o que é acontece na propriedade. É aquela

história: “O olho do dono é que engorda o boi”.

 

Um fato, digno de registro, nesta reportagem, é que a proprietária, Sra. Francisca Nogueira de Oliveira (Foto), dos seus 83 anos de vida, 71 são dedicados aos familiares e à fazenda Umary, pois “fica de olho em tudo (O olho do dono é que engorda o boi) e dá suas opiniões nas tarefas ali executadas pelos mais novos. Por último, foi perguntado a Clémisson se estava satisfeito com a assistência técnica agropecuária e gerencial da Ematerce e, de pronto respondeu: “Doutor, sem a ajuda da Ematerce e do governo, nossas famílias não teriam o que possuem, hoje, na nossa pequena fazenda. O que nos falta mesmo, daqui pra frente, é um bom inverno, para produzirmos ainda mais”.

 

 

Texto: Jornalista Antonio José de Oliveira

Fotos: Antonio José e Edilmo Gurgel

Assessor de Comunicação e Ouvidor da Ematerce

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