Salitre: Dia de Campo e um exemplo de agricultor-empreendendor no cultivo da Mandioca
14 de março de 2017 - 03:00
A Ematerce, escritório local de Salitre-CE, numa promoção do Regional Cariri-Oeste, realizou, em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA), Prefeitura Municipal de Salitre-CE, por intermédio da Secretaria Municipal de Agricultura, Instituto Agropolos e Federação das Entidades Comunitárias de Salitre-CE, um Dia de Campo, na Serra de Elias Nogueira, sobre Mandioca. Antes do Dia de Campo, foi servido um café aos presentes, não faltando, é claro, a tapioca, derivada da mandioca.
Estação das inscrições para os participantes do Dia de Campo sobre Mandioca, no sítio
do produtor rural e empresário Elias Nogueira em Salitre-CE. Na foto, à esquerda, o
presidente da Ematerce, Antonio Amorim, fazendo sua inscrição, o diretdor técnico
da empresa, Itamar Lemos, o dono da propriedade, Elias Nogueira, e o técnico Marcílio,
lotado na SDA.

A abertura do evento foi feita pelo gerente local da Ematerce, Roberto da Silva,
(primeiro à direita da foto). Em seguida, passou a palavra ao pesidente da Ematerce,
Antonio Amorim, o segundo da direita para esquerda.

Autoridades municipais, agricultores e extensionistas elogiaram a iniciativa da Ematerce
e ficaram satisfeitos com o que lhes foi explanado por especialistas em Mandiocultura e
o uso de trator no plantio de manivas.
A abertura do evento foi feita pelo gerente do escritório de Salitre-CE, Economista Francisco Roberto da Silva, (na foto entre o presidente da Ematerce e o proprietário do sítio, Elias Nogueira, saudando as autoridades presentes, extensionistas, agricultores e convidados. Em sua fala, explicou a razão do Dia de Campo, com foco na Mandioca, visto citado município ser grande produtor dessa cultura, destacando-se como o segundo do Estado do Ceará. Agradeceu a presença de todos os participantes e passou a palavra para o presidente da Ematerce, Antonio Rodrigues Amorim.

Na foto, Acácio e Macário, (Ematerce/escritórios do Crato e do Assaré), responsáveis pela
estação introdução, falam dos objetivos do Dia de Campo sobre Mandioca.
O dirigente da Ematerce deu as boas-vindas aos que prestigiaram a promoção, reportou-se a respeito da importância da Mandiocultura para Salitre, tanto econômica quanto social, em virtude de gerar empregos, ocupar mão de obra ociosa e gerar renda para os agricultores e para os cofres do município. Acrescentou que a Mandioca, não só produz farinha e goma e sim mais de 200 derivados, importantes na alimentação humana e animal. Disse mais da validade de se usar tecnologias, na preparação do solo, no plantio, na colheita, citando o exemplo de um trator, adaptado, que abre a cova, aduba, corta a maniva e planta. Por último, parabenizou o produtor rural e empresário Elias Nogueira por seu empreendedorismo e elogiou a promoção da Ematerce, por intermédio do gerente local Roberto e dos técnicos do regional Cariri-Oeste, Macário (Assaré) e Acácio (Crato). Finalizando, desejou sucessos aos que participavam do Dia de Campo.
Em seguida, o gerente local da Ematerce passou a palavra ao diretor técnico da Ematerce, Itamar Lemos, que reforçou as afirmações do presidente da empresa, referindo-se à importância de se cultivar a mandioca, com orientações técnicas dos extensionistas, usando-se tecnologia, o que contribui para o aumento da produção e da produtividade e, consequentemente, da renda líquida dos mandiocultores. Enalteceu, também, o empreendedorismo do produtor rural Elias Nogueira e agradeceu a participação das autoridades, dos técnicos da Ematerce e dos agricultores.

O consultor Sérgio Lucena, especialista em manejo do trator, explica o funcionamento do
trator que abre a cova, aduba, corta a maniva e planta-a de modo correto. Falou, tambem,
da necessidade de ajustes na máquina para adequá-la ao tipo de solo.
Com a palavra, a secretária municipal de Agricultura de Salitre-CE, expressou sua satisfação de estar participando de um dia de campo sobre Mandioca, cultura muito difundida, em seu município, que o destaca como segundo maior produtor do Ceará, trazendo benefícios para os agricultores e para a economia de Salitre, mediante a arrecadação de impostos com a venda do produto e de seus derivados, como a farinha de mandioca, para todos os Estados do Nordeste e do Pará. Falou do apoio da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, à Ematerce, numa parceria produtiva, para o setor agropecuário. Agradeceu à Ematerce, na pessoa do presidente Amorim, além de parabenizá-la pela iniciativa de promover um dia de campo com a cultura da Mandioca.
Em seu discurso, o produtor rural e empreendedor Elias Nogueira enfatizou o apoio da Ematerce, por meio de seus técnicos, que o incentivaram a investir no plantio de Mandioca, o que exigiu dele muito trabalho e dedicação, obedecendo às recomendações dos técnicos, no tocante ao preparo do solo, escolha das variedades (Pretinha e Cambadinha), conhecida também por Trouxinha, plantio correto, tratos culturais e a colheita. Em seguida, teceu elogios à Ematerce e afirmou que a Mandioca, num período de cinco anos consecutivos de seca, é uma cultura a garantir a sobrevivência dos rebanhos e que 70% da população de Salitre vive em função da Mandiocultura.
Encerrada a parte discursiva, iniciaram-se as atividades, propriamente ditas, do Dia de Campo, com as apresentações dos técnicos da Ematerce (regional Cariri-Oeste), José Acácio de Moraes Lima, e José Luzimar Macário, enfatizando os objetivos do evento, seus promotores e colaboradores, o roteiro do Dia Especial, resumo das das estações subsequentes e o encaminhamento do grupo às próximas estações. O primeiro grupo de participantes dirigiu-se ao campo, onde receberam explicações a respeito do uso do plantio mecanizado, no qual um trator (preço à vista variando de 15 a 16 mil reais) abre a cova, aduba, corta a maniva e enterra parte do caule no tamanho correto. As orientações foram prestadas por Sérgio Lucena, técnico especializado no manejo do trator e nas suas funções com as manivas. Disse da importância da máquina que reduz a mão de obra, o tempo gasto no plantio e funciona com ajustes, para não haver desperdícios de manivas ao se plantar.

O Engº AgrºAntonio Raimundo, o proprietário do sítio, Elias Nogueira, e o Engº Agrº
Marcílio, da SDA fala sobre a cultura da mandioca, o aproveitamento
da rama e uso da mandioca na alimentação humana e animal.
A última estação ficou sob a responsabilidade do Eng.º Agrº Antonio Raimundo dos Santos, (camisa quadriculada azul), um dos maiores estudiosos da Mandiocultura do Nordeste, técnico do Instituto Agropolos, lotado na Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA), que, há mais de 50 anos, faz pesquisa e experimentos com mais de 100 variedades de mandioca. Auxiliando-o, nas explicações, o Eng.º Agrº Marcílio, (camisa listrada),lotado também na SDA. O técnico Antonio Raimundo discorreu acerca dos principais produtos da mandioca na alimentação animal, como: raiz, silagem, raspa, farinha de raspa, além do corte, secagem, moagem, ensacamento, armazenamento (a granel e em saco) e reforçou o pensamento dos que se manifestaram anteriormente a ele, afirmando que a mandioca deve ser valorizada pelo homem do campo, pois não só produz farinha e goma e sim mais de duas centenas de derivados, importantes na alimentação humana e animal, afora um produto, que, se bem cultivado, seguindo-se as normas técnicas, torna-se excelente fonte de renda para os mandiocultores, gera muitos empregos e renda para eles e para as finanças dos municípios com a venda da farinha, goma e dos seus derivados. O dia de campo encerrou-se com um almoço no sítio do produtor rural Elias Nogueira. Ainda, como parte da programação, participantes foram visitar a fábrica mecanizada de farinha, situada na cidade de Salitre, de propriedade do supracitado produtor e empresário.

Visita à fábrica de Farinha, na cidade de Salitre, quando o proprietário Elias Nogueira,
prestou informações sobre a fabricação de farinha totalmente mecanizada. Da esquerda
para direita, o consultor Sérgio, o diretor técnico e o presidente da Ematerce, respectivamente
Amorim e Itamar, o gerente local Roberto, o proprietário Elias e o assessor de comunicação e
ouvidor Antonio José.

Máquina que esmaga a mandioca para fabricação da farinha e da goma.

Fornos e mexedores elétricos na fabricação de farinha.

O produtor rural e empresário Elias Nogueira mostra a costura, com máquina elétrica nos
sacos de 50 kg, exportados para todos os Estados do Nordeste e do Pará.
Vale a pena divulgar o trabalho de um agricultor-empreendendor, Elias Antonio Albuquerque, mais conhecido por Elias Nogueira, de 59 anos, casado com Maria de Fátima, tendo o casal três filhos, maiores de idade, sendo dois homens e uma mulher, que acreditou no cultivo da mandioca e, atualmente, possui uma fábrica de farinha mecanizada, na sede municipal de Salitre-CE, exportando farinha e goma ensacadas, de um quilo (01) e de 50 quilos ao preço unitário de R$ 4,00 e de R$ 200,00, comercializados para todos os Estados do Nordeste e do Pará. Indagado qual o montante de sua renda líquida, por mês, disse que, dependendo de preços, é de R$ 150.000,00. Afirmou Elias que a colheita da mandioca é feita após um ano e seis meses do plantio.

No final da visita à fábrica de farinha e goma, grupo de participantes mostram a farinha
ensacada em embalagem de 1 kg e, ao lado, em saco de 50 kg. É uma farinha de baixa acidez,
e exportada para todos os Estados Nordestinos e do Pará, afora o mercado interno.
Ressalte-se, ainda, Elias possui uma fazenda, ocupando uma área total de 208 hectares, sendo 60 hectares com Mandioca, obtendo uma produção, entre 15 e 18 toneladas de raiz de mandioca, por hectare, graças ao cultivo das variedades Pretinha e Cambadinha (Trouxinha), que, depois de beneficiada, em forma de farinha, goma e ração, é comercializada para os mercados de Salitre-CE e para os Estados nordestinos e do Pará.

Pela quantidade de carros, o Dia de Campo foi bastante prestigiado no sítio Serra de Elia
Nogueira.
Ante o que foi narrado, eis um exemplo de um agricultor-empreendendor, bem-sucedido, que, enfrentando cinco anos consecutivos de seca, acreditou na importância da assistência técnica e extensão rural, seguiu as orientações de seus técnicos e, fruto de muito trabalho e aprendizado, conseguiu vencer na vida. A cultura da Mandioca possibilitou a ele e à sua família morar em uma casa confortável, aparelhada com eletroeletrônicos (equipamentos de informática), construir, na cidade, uma grande fábrica de farinha mecanizada e, como meio de transporte, usa uma “Hilux, de sua propriedade”, afora um trator, no valor de 16 mil reais, que ajuda no plantio mecanizado da mandioca, e outros bens materiais.
=============================================================================
Texto e fotos
Jornalista Antonio José de Oliveira
Assessor de Comunicação e Ouvidor
Fone (85) 3217-7872
Twitter @ascomEmaterce
E-mail: antonio.jose@ematerce.ce.gov.br